Em 5 de novembro de 2015, aconteceu em Mariana, Minas Gerais, o maior crime ambiental da história do Brasil. A barragem do Fundão, operada pela Samarco Mineração, rompeu e arrastou, morro abaixo e com 40 bilhões de litros de lama, as vidas de 19 pessoas e as histórias e o modo de vida de outros milhares.

Um mês depois, no primeiro dia em que a presença de moradores foi liberada sem a supervisão dos bombeiros, percorri o que sobrou das casas, ruas e vielas dos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo registrando o que ficou para trás depois que o tsunami de rejeitos de mineração passou. Depois, acompanhei o trajeto dos rejeitos de mineração pela bacia do

As imagens que aqui estão — capturadas entre Bento Rodrigues e a foz do Rio Doce, em Regência — foram publicadas pela BBC Latin America, o site PapodeHomem e a revista Galileu. Depois os registros tomaram forma de ensaio e formaram a exposição Depois da Lama, nas ruas e na Virada Sustentável.

Memórias do que não pode (e não deve) ser esquecido.